Receita para lavar roupa suja


Mergulhar a palavra suja em água sanitária depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol adquirem consistência de certeza.
Por exemplo, a palavra vida.
Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda aguar e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.
São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tiram sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar piedade foi sempre em vão.
Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de argura, que é capaz de esvaziar o vigor da língua.
O aconselhado nesse caso é mantê-la sempre de molho em um amaciante de boa qualidade.
Agora, se o que você quer é somente aliviar as palavras do uso diário, pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.
O perigo neste caso é misturar palavras que mancham no contato umas com as outras.
Culpa, por exemplo, a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.
Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo,
já que desejo, sendo uma palavra intensa, quase agressiva,
pode o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.
Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras sob o risco de perderem o sentido.
A sujeirinha cotidiana quando não é excessiva, produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.
Muito importante na arte de lavar palavras é saber reconhecer uma palavra limpa.
Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie pela expressão dos seus sentidos.
À noite, permita que se deite não a seu lado, mas sobre seu corpo.
Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne, prolifera em toda sua possibilidade.
Se puder suportar essa convivência até não mais perceber a presença dela, então você tem uma palavra limpa.
Uma palavra limpa é uma palavra possível.

quarta-feira, 1 de abril de 2009


Bom dia...
Como estar vivo é bom
Sorria
Todos têm esse dom
Deixa eu cantar pra ti
Deixa eu dançar no seu salão
Varrer nosso quintal
Colocar os pés no chão
Molhar nosso jardim
E preparar seu pão
Sorriso de maçã com beijos de melão

Andar a pé, deixar fluir a fé
Num velho novo dia
Em que estar vivo é bom
Magia
Deixa rolar o som

Deixa eu cantar pra ti
Deixa eu dançar no seu salão
Varrer nosso quintal

Colocar os pés no chão
Nos lábios da manhã, palavras de algodão
E flores de romã dentro da canção

Quero te ver dormir e acordar,
Ver que viver nunca é em vão.
Há fadas no jardim, pragas no capim
Tudo quer brincar dentro de mim
Vento, boi da cara preta
Vai ninando as roupas brancas no varal
Diz ao querubim
Que venha tocar na minha corda vocal
Que me dê matéria prima
Que eu te faço aquela rima colegial
Poemas semeados no jardim da infância
Regados pelo fogo do desejo
Subindo pela rua, crescendo no muro
Me colorindo o futuro como um beijo...

Bom dia - Wander lee

Carrego seus corações comigo,
eu os carrego no meu coração,
nunca estou sem eles onde quer que vá,
vocês vão comigo e o que quer que faça eu faço por vocês,
não temo meu destino, vocês são meu destino, meu doce.
Eu não quero o mundo por mais belo que seja vocês são o meu mundo, minha verdade... Eis o grande segredo que ninguém sabe,
aqui está a raiz da raiz o broto do broto
e o céu do céu de uma árvore chamada vida que cresce mais que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder e esse é o prodígio que mantém as estrelas à distância.
Eu carrego seus corações comigo, eu os carrego no meu coração.
(E.E. Cummings)

segunda-feira, 23 de março de 2009

domingo, 22 de março de 2009



Desde de que eu nasci tive uma relação muito estreita com médicos e hospitais, primeiro porque precisei passar os meus dois primeiros anos intenada, até que descobrissem uma alergia a glútem que até hoje me acompanha, depois pelas inúmeras doenças de meu pai e minha mãe, que já não mais pertencem a esse plano. E atualmente com minha vó , uma senhora de 84 anos que têm precisado de muitos cuidados.
Bem, no meio de tudo isso cai em minhas mãos e vistas um filme chamado "Bezerra de Menezes - o diário de um espiríto", resolvi separar duas horas e assistir,já conhecia sua trajetória, mesmo assim não consegui ficar indiferente ao trecho a seguir:

"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida".

Bezerra de Menezes

sábado, 21 de março de 2009



Carta Aberta ao Arcebispo de Olinda e Recife


Caro D. José;

Escrevo sobre a excomunhão dos médicos que praticaram o aborto dos gêmeos da
menina estuprada pelo padrasto, em Pernambuco.
Inicialmente, digo que não pretendo questionar ou criticar sua decisão:
o senhor agiu corretamente, em consonância com os dogmas e postulados da Igreja Católica.
Gostaria de pedir, isso sim, que já que o senhor está tomado pelo espírito de justiça segundo as Leis de Deus e as normas da Igreja, que prosseguisse com as excomunhões.Sugiro, por exemplo, que excomungue os políticos e servidores públicos corruptos, eis que eles violaram um Mandamento da Lei de Deus (não furtarás).
De quebra, o senhor poderia também excomungar os padres pedófilos, já que eles pecaram - de forma gravíssima, pecado mortal! Aliás, eu gostaria de perguntar: o criminoso e pecador padrasto da pobre menina violentada, esse foi excomungado?
Prosseguindo, o senhor deveria excomungar também as mulheres católicas que usam anticoncepcionais e os jovens católicos que fazem sexo antes do casamento usando camisinha, pois eles pecam contra a castidade, usando de artifícios para ter sexo apenas por prazer, e não para procriação.
Também excomungue os católicos divorciados, já que estes estão em permanente adultério. E já que está com a mão na caneta, aproveite e excomungue também os homens católicos que tem amantes, uma vez que estes também são adúlteros.
São as minhas humildes sugestões ao senhor, pelo bem do cumprimento da Lei de Deus!
Atenciosamente,

Alan Lacerda de Souza
Advogado e Professor
Brasília/DF

P.S.: A mim o senhor não precisa se preocupar em excomungar: de acordo com o cânon 751 do Cód. de Direito Canônico eu sou um herege, e por iss já fui excomungado latae sententiae, segundo o cânon 1.364, § 1º. Graças a Deus!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


Hoje eu posto uma entrevista maravilhosa, que vai de acordo com muito do que faz sentido pra mim na vida.

" A revista ’Isto É’ publicou esta entrevista de Camilo Vannuchi.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki. Vale a pena ler.

Em "Heróis de Verdade", o escritor combate a supervalorização das aparências,
diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.

Isto É - Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki - Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso,
você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa,
há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe.
O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

Isto É - O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki - Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia.
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene".
É uma pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio.
Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado,
mas o faz se sentir seguro.

Isto É - Qual o resultado disso?
Shinyashiki - Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

Isto É - Por quê?
Shinyashiki - O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco,
pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas.
Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

Isto É - Há um script estabelecido?
Shinyashiki - Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O Aprendiz?
"Qual é seu defeito?"
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
"Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar."
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir.
Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse: "Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir".
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

Isto É - Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki - Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim
e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

Isto É - Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki - Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

Isto É - Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo
e de valorizar a aparência?
Shinyashiki - Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada!
Tive um professor de filosofia que dizia:
"Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia
durante um jantar no Palácio de Buckingham".
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda,
todo mundo o considera um fracassado.

Isto É - O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki - Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado.
A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

Isto É - Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas,
já que ele é bem-sucedido.
O senhor tem defeitos?
Shinyashiki - Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir mais facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou: "Quem decidiu publicar esse livro?"
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

Isto É - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki - O primeiro passo
é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso,
a segunda é precisar se sentir amada
e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

Isto É - Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros,
levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
"Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida."
PONTO PRA ELE!

Obrigada Dr. Roberto!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


Então, há pelo menos três eleições seguidas eu não voto, alguns podem dizer que não é certo abrir mão desse direito, outros que estou sendo conivente, enfim blá, blá, blá... o fato é que eu não consigo ACREDITAR no que dizem e quando chega o ano eleitoral em certas ocasiões - salvo, pela oportunidade de alguns que precisam de dinheiro conseguirem um trabalho mesmo que temporário- me dá vontade de vomitar com a sujeira, poluição visual, sonora, a invasão nos sinais pra panfletar, colar adesivo, affffffffff tenho verdadeira aversão por esse tipo de coisa, até por que não é assim que se ganha voto, pelo menos não o MEU!
Nessa contra-mão li um artigo que me chamou atenção, foi escrito por João Baltar freire a sua posição quanto a essa vergonha que muitos candidatos estão envolvidos. Posição firme de quem, sem concessões mesmo que a prejuízo de candidatos do seu próprio partido, busca a verdade, pois é,ganhou o meu voto, depois de três eleições vou sair da minha casa e votar, talvez um voto não faça diferença, mas é o MEU VOTO e eu correta ou não, abrindo mão ou não, jamais darei senão acreditar.

Segue entrevista

Caros Amigos e Amigas:

Gravei minha primeira participação no guia eleitoral de rádio falando da denúncia de irregularidades na Câmara Municipal. Pedi ao eleitor que não renove o mandato de quem não conseguir provar que tem probidade para o cargo.

Foi com surpresa e indignação que recebi a notícia de que os mesmos vereadores pretendem não só tirar do ar minha participação como me punir judicialmente.

Não inventei nada, repito, apenas citei o que foi fartamente documentado e divulgado.

Não tenho nada pessoal contra nenhum vereador, não citei nomes, e alguns deles como Daniel Coelho, Priscila Krause e a ex vereadora Luciana Azevedo comprovaram não ter levado vantagens pessoais.

Outros apenas devolveram o dinheiro, o que já é um gesto na tentativa de pedir desculpas.

Continuarei a defender transparência com os gastos públicos e o fim da verba de gabinete, proposta que lancei na campanha de 2004.

Conto com apoio de todos vocês para continuar essa luta.

Abraço

João Baltar Freire